“Eu amo as pessoas que me fazem rir. Sinceramente, acho que é a coisa que eu mais gosto, rir. Cura uma infinidade de males. É provavelmente a coisa mais importante em uma pessoa.”
Audrey Hepburn.
“Eu amo as pessoas que me fazem rir. Sinceramente, acho que é a coisa que eu mais gosto, rir. Cura uma infinidade de males. É provavelmente a coisa mais importante em uma pessoa.”
Audrey Hepburn.

Tem sempre aquele momento na vida em que você para e percebe que morando fora aquele seu livro favorito se torna a sua melhor companhia, E que aquele encontro com a familía café da tarde, bolo de padaria, cuscuz e a tapioca da vizinha se tornam só memórias no momento em que trocamos a “segurança” pela incerteza, e a estabilidade pela liberdade. Parou de procrastinar e foi viver, viver seu sonho! ser o protagonista oficial de sua história, antes o que era correria agora é calmaria ou não, isso não é uma regra mas se fosse toda ela tem a sua exceção. E em nossas memórias o barulho do almoço de domingo com aquele arroz fresquinho e feito na hora. Casa de vó com sobrinhos e primos se tornou cada vez mais acolhedor. Sentimentos que se transforma em palavra e que só nós damos significado a elas em nosso coração. Você passa a ver que o quanto você ganha ou tem no bolso nunca é e nem será maior nem melhor do que o que se conquista com o coração. É a razão pela emoção. O conforto do carro pela correria dos ônibus ou metrô. Deixar de acordar e poder ir caminhando até a praia e ver o sol nascer mas ser compensada pelo pôr do sol em algum parque da cidade. Passa a perceber com o decorrer dos meses a responsabilidade que chega em suas mãos, começa a ver que todo o dinheiro que você ganha tem que ser redistribuído e readaptavel assim como seus planos para o final de semana. E onde muitas vezes você segura o choro para poder encarar a realidade. Ver que quando chega em casa depois de uma dia cansado não tem comida pronta e que a casa e nem a louça se arrumam em um estralar de dedos. E em meio a esse pot-pourri de sensações seguimos com uma video chamada ou aos amigos que fazemos no decorrer de nossa jornada aprendendo a observar esse mix de emoçoes interiores e ressignificando cada momento e sempre se acolhendo e se reencontrando com si proprio, se refazendo e se fazendo cada vez mais.

Saber olhar as coisas com mais amor torna tudo muito mais leve. Hoje um dia chuvoso em uma manhã de quarentena fria sai para correr ás 8 e o dia tava lindo. Em quanto eu corria podia sentir uma sensação de coisa nova e ao mesmo tempo de esperança junto com adrenalina, (uhhhff ameiiii) ultimamente tem sido muito prazeroso levantar a esse horário. Saber tirar o lado bom de cada situação é um previlégio da vida, por mais que seja simples aproveite e o torne especial.
GRATIDÃO!
Mediante a esse turbilhão de informações que estamos tendo sobre a pandemia em que nos encontramos neste ano de 2020, resolvi parar um pouco e ler uns “posts” nas redes sociais. Percebi que a grande maioria deles estavam relacionados a isso, e todos falavam sobre uma só coisa: o vírus. Tudo isso tem afetado muito a sociedade em vários sentidos: físico, mental, social, financeira ou de outras maneiras que muitas vezes nem imaginamos.
Foi aí que conversando com uns amigos vi que a forma que você olha para essa situação muda muito o sentido de seu confinamento. Durante essas conversas realizei uma pesquisa rápida e consegui alguns resultados interessantes.
A base da pesquisa teve o seguinte questionamento: O que leva algumas pessoas a saberem lidar melhor com a quarentena do que outras?
#SLIDETOTHESIDE
slide to the side\ deslize para o lado:
Sabemos que as pessoas são muito diferentes umas das outras e isso faz com que elas tenham pensamentos, estados de ânimo e de espírito diferentes. Sendo assim, cada um tem um ponto de vista diferente, umas pensam que tudo isso acabará bem e que tudo vai passar, e quando passar todos irão estar bem melhores que antes, mais maduros e com mais amor dentro de sí. Porque se uma coisa que esta situação tem despertado dentro de cada um é a compaixão, muitos se sensibilizaram para ajudar as pessoas que foram altamente afetadas com a situação. Enquanto outros só pensam em sí, em seus sonhos, seus projetos, suas viagens canceladas e negócios afetados. Olham para a situação somente com olhares de negatividade e egoísmo e não se dispõem a querer ajudar ninguém e ainda pensam que tudo é um caos que não terá solução.
As rotinas têm sido altamente alteradas e algumas pessoas tem surpreendido a si mesmo criando uma lista com o que a situação permitiu que fizessem e assim estão seguindo. Claro que todo mundo tem momentos de maior vulnerabilidade e se sentem um pouco negativos e com medo, o que é normal. Somos todos seres humanos e está tudo bem pensar assim as vezes, a questão é não pensar assim o tempo todo, afinal não faz mal criar um pouquinho de esperança e tentar né? O tentar já se torna um grande passo. Tem uma coisa que pode ajudar muito ou piorar, isso é o estado de espírito que estamos no momento. Ele é responsável por grande parte de nossos sentimentos, pensamento, temperamento, humor e a disposição emocional que alguém expressa num determinado momento ou circunstância.
Um grande desafio tem sido o tempo e ele é quem tem nos mostrado muita coisa, como está seu tempo? Tem ficado mais no ócio da vida ou na produtividade? As pessoas têm mostrado muito nas redes sociais o quanto são fitness, cozinheiros, cantores, leitores, descobriram novos talentos e isso é muito bom, tem ajudado muita gente a se entreterem, mas isso não significa que você tenha que ser assim ou estar assim o tempo todo, é tudo questão de equilíbrio. Não tem problema em não ser os produtivos da quarentena se seu estado de espirito está bem em estar na cama de pijama vendo Netflix, se quiser faça isso. Priorize um pouquinho seu bem-estar, e se faça feliz com o que te satisfaz e lembre tudo isso como tudo na vida vai passar.

Tem coisas na vida que vem para nossa evolução e crescimento, cabe a nós saber tirar o lado bom de cada situação. Poder ver o lado bom da vida é um privilégio que poucos tem a chance de usufruir, outro dia lembrei de uma viajem que eu fiz no Brasil para Belém do Pará e ali conheci o mangal das garças e pense numa coisa linda, a paisagem é incrível. O que mais me chamou atenção foi o borboletário, fiquei querendo morar lá por alguns minutos (QUE LUGAR! Por favorrr, se um dia estiver no Pará faça uma visita, é muito lindo, eu fiquei encantada!!! Mas voltando ao que importa o borboletário e as borboletas).
Elas me fizeram pensar muito por terem uma história de vida bem interessante e ao mesmo tempo apaixonante, ficam presa em seu casulo por nove meses e quando saem passam mais um tempo até chegarem na sua fase adulta. No geral elas tem uns 15 dias de vida sendo que elas tem que dar continuidade a sua espécie e precisam buscar um macho para colocar seu ovos, algumas de suas espécies mais raras tem apenas um dia de vida na fase adulta e para poder aproveitar e fazer tudo o que tem direito. Diferentemente das borboletas nós temos mais dias para viver e poder fazer as coisas lindas que a vida tem a nós oferecer. Hoje fazemos parte de um processo de readaptação, reaprendendo a viver com nós mesmo, com nossos pensamentos e sentimentos muitas vezes solidão ou para alguns solitude que não é a mesma coisa.
Solidão: Quando você está só e se sente mal por estar assim, tem dificuldades de lidar com esse sentimento.
Solitude: Quando você está só, mas está bem com isso. Gosta da sua presença e sabe lidar muito bem com esse estado, muitas pessoas usam esse “mood solitude” para poder olhar para dentro de sí fazer uma auto análise ou para meditações, orações ou só se curti mesmo.
Esse é o momento de nos permitir viver cada sentimento do nosso interior, sejam eles bons ou ruins e observar com calma até aprender a lidar com cada um deles criando um vínculo bem especial “com seu EU” e se curta, se ame, aprecie-se com carinho e viva a sua melhor versão independentemente da situação.
